segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brincando de divagar

Brincar é muito bom, ainda mais quando durante a brincadeira conseguimos deixar outras pessoas felizes.
Algumas vezes brinco com as crianças e, acabo deixando que a minha criança interior também brinque.
Outras vezes prefiro brincar com as palavras, fazendo elas irem e virem, transformando reflexões em vida.
Gosto também de brincar de ser sério, ou então, de brincar de ser Eu mesmo.
Ultimamente me sinto como se fosse apenas um pequeno boneco, que faz parte de uma grande coleção de brinquedos chamada Terra. Existem outros vários bonecos parecidos, mas também existem muitos outros tipo de brinquedos dentro desta caixa, que curiosamente é arrendondada.
Vejo que muita gente tem medo de brincar, assim como também percebo que existem muitos que adoram brincar com os sentimentos dos outros.
É uma pena que nem sempre nos permitam brincar de forma sadia, ainda mais quando alguns poucos querem se transformar em donos de todos os brinquedos que existem por aqui. Estes mesmo criam brincadeiras ruins, que machucam e matam, criam brinquedos que destróem as pessoas, mas esquecem que pessoas não podem ser consertadas depois que estragam.
Pensando nisso tudo, eu convido aos meus amigos e pessoas que habitam na casinha de bonecos que tenho no meu coração para que continuem brincando comigo, pois preciso de vocês para que o ato de brincar não perca a graça.

Beijos e abraços a todos.
Muita paz, luz e harmonia sempre.
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 15 de dezembro de 2009.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ego X Espírito

Quantas vezes na vida olhamos para trás e percebemos que não fizemos muitas coisas por medo de desagradar aos outros?
Acreditamos nos sonhos dos outros, nas verdades que nos são impostas e deixamos de viver de acordo com nossa vontade.
Quando percebo a quantidade de coisas que muitas pessoas acham importantes para elas e, tentam fazer que sejam importantes para mim também, fico triste.
Esta tristeza vem do fato de eu ter que lutar dentro de mim mesmo, de passar muito tempo travando uma batalha entre o meu Ser e o meu lado racional.
De um lado o meu espírito procurando ser livre, tentando agir de acordo com as minhas verdades e idéias, de outro lado está o Ego, querendo moldar meu Ser para que ele seja "igual" ao restante das pessoas.
Para muitos, minha forma de ser é apenas uma forma de fugir de responsabilidades. Que como todo mundo faz, eu também deveria me render ao sistema.
Passei muito tempo procurando respostas a minha forma de pensar. Hoje em dia, percebo que não preciso de respostas, que só necessito me dar a oportunidade do meu Ser receber o que o Universo tem para dar.
Apesar da enorme dificuldade que encontro para acabar com esta guerra interior, tenho me permitido usar melhor o que faz parte de mim. Deixo que minha intuição me mostre o melhor caminho e, com isso, estou aos poucos abandonando a culpa por ser diferente.
Já houveram tempos em que eu me achava um estranho no ninho, como se não pertencesse a este planeta. Mas hoje me sinto a vontade usando esta roupa carnal. Sei que não sou o único a me sentir assim, que existem outros companheiros de vida que tem a mesma dificuldade de se enquadrar nos ditos padrões sociais.
Ao aceitar isso, posso continuar sendo livre. Posso construir no meu Mundo Interior aquilo que eu vejo como sendo o Futuro do Mundo Exterior.
Este conflito interno é apenas um reflexo do conflito externo, das diferentes disputas que ocorrem em todo o planeta pelo poder.
Meu Ego, representante do aspecto humano, procura através da força e do medo dominar o Espírito. Este, por sua vez, usando o Amor, apenas mostra ao Ego que esta disputa só leva a derrota do Todo, que jamais um dos dois será vencedor nesta batalha, pois os dois são parte de uma única pessoa e, assim sendo, a disputa só serviria para destruir os dois.
Aos poucos o Ego vai perdendo força, vai se rendendo ao Poder do Amor, deixando de querer controlar a situação. Resultando disto um processo de equilíbrio que me permite ter mais tranquilidade para continuar trilhando pelo caminho que escolhi.

Muita paz, luz e harmonia sempre.
Porto Alegre, 25 de Novembro de 2009.

Carlos Eduardo

sábado, 21 de novembro de 2009

O sexo é a semente, o amor é a flor, compaixão é a fragrância.

"Bem pouca gente sabe o que é o amor. Noventa e nove por cento das pessoas, infelizmente, pensa que sexualidade é amor -- não é. A sexualidade é por demais animal; certamente, ela contém o potencial para transformar-se em amor, mas ainda não é amor, apenas potencial..."
"O sexo é a semente, o amor é a flor, compaixão é a fragrância."

Osho

Tenho achado muito interessante a maneira como este assunto tem aparecido com uma enorme frequência na minha vida.
Hoje ele surgiu numa carta do Tarot do Osho, de onde eu copiei estas duas frases que coloquei acima.
Já tem algum tempo que venho formando uma convicção sobre o que é o Amor. Sei que é bem complicado para um grande número de pessoas entender a forma como eu vejo este sentimento.
Quando converso com algumas pessoas sobre isso, uma das frases que mais ouço é que eu nunca amei e, por isso, tenho esta forma de perceber o que sinto.
Normalmente tentam me mostrar que existem diferentes níveis de amor. Existe o amor paterno, o amor materno, o amor de irmãos, o amor familiar, o amor de amigos e o amor de casal. Procuram diferenciar cada um destes grupos de amores, de forma que transformam o Ser amado num objeto.
De minha parte, tento explicar que estas divisões do amor são criadas apenas como forma de satisfazer o Ego. Principalmente por que para cada grupo diferente, existe uma forma diferente de possessividade.
Acredito que o Amor esteja bem longe disso que se costuma chamar amor. Toda vez que digo que Amo alguém, não o faço na tentativa de aprisionar o outro, mas como forma de demonstrar que a pessoa é completamente livre e, que assim sendo, me faz feliz simplesmente pelo fato de em algum momento ter estado no mesmo caminho que eu trilho.
O Amor que sinto pelas pessoas surge simplesmente pelo fato de saber que elas estão procurando o seu caminho, fazendo o seu melhor.
Algumas pessoas que Amo já deixaram o plano terreno, outras simplesmente seguiram por uma estrada que as distanciou da minha convivência. Com certeza sinto saudades de muitas dessas pessoas, mas nem por isso sofro, pois hoje eu sei que a evolução individual necessita que muitas vezes plantemos uma pequena semente no coração de outras pessoas sem que possamos estar ali para cuidar dela e ver nascer dali as flores que enfeitam o jardim da vida.
Um grande abraço e beijos.
Muita paz, luz e harmonia sempre.

Carlos Eduardo
Porto Alegre, 21 de Novembro de 2009.