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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ego X Espírito

Quantas vezes na vida olhamos para trás e percebemos que não fizemos muitas coisas por medo de desagradar aos outros?
Acreditamos nos sonhos dos outros, nas verdades que nos são impostas e deixamos de viver de acordo com nossa vontade.
Quando percebo a quantidade de coisas que muitas pessoas acham importantes para elas e, tentam fazer que sejam importantes para mim também, fico triste.
Esta tristeza vem do fato de eu ter que lutar dentro de mim mesmo, de passar muito tempo travando uma batalha entre o meu Ser e o meu lado racional.
De um lado o meu espírito procurando ser livre, tentando agir de acordo com as minhas verdades e idéias, de outro lado está o Ego, querendo moldar meu Ser para que ele seja "igual" ao restante das pessoas.
Para muitos, minha forma de ser é apenas uma forma de fugir de responsabilidades. Que como todo mundo faz, eu também deveria me render ao sistema.
Passei muito tempo procurando respostas a minha forma de pensar. Hoje em dia, percebo que não preciso de respostas, que só necessito me dar a oportunidade do meu Ser receber o que o Universo tem para dar.
Apesar da enorme dificuldade que encontro para acabar com esta guerra interior, tenho me permitido usar melhor o que faz parte de mim. Deixo que minha intuição me mostre o melhor caminho e, com isso, estou aos poucos abandonando a culpa por ser diferente.
Já houveram tempos em que eu me achava um estranho no ninho, como se não pertencesse a este planeta. Mas hoje me sinto a vontade usando esta roupa carnal. Sei que não sou o único a me sentir assim, que existem outros companheiros de vida que tem a mesma dificuldade de se enquadrar nos ditos padrões sociais.
Ao aceitar isso, posso continuar sendo livre. Posso construir no meu Mundo Interior aquilo que eu vejo como sendo o Futuro do Mundo Exterior.
Este conflito interno é apenas um reflexo do conflito externo, das diferentes disputas que ocorrem em todo o planeta pelo poder.
Meu Ego, representante do aspecto humano, procura através da força e do medo dominar o Espírito. Este, por sua vez, usando o Amor, apenas mostra ao Ego que esta disputa só leva a derrota do Todo, que jamais um dos dois será vencedor nesta batalha, pois os dois são parte de uma única pessoa e, assim sendo, a disputa só serviria para destruir os dois.
Aos poucos o Ego vai perdendo força, vai se rendendo ao Poder do Amor, deixando de querer controlar a situação. Resultando disto um processo de equilíbrio que me permite ter mais tranquilidade para continuar trilhando pelo caminho que escolhi.

Muita paz, luz e harmonia sempre.
Porto Alegre, 25 de Novembro de 2009.

Carlos Eduardo

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Níveis do Ser Humano

Os níveis do ser humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

- Mas, Mestre, que níveis são esses?

- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

- Dê-lhe um tapa no rosto.

- Mas por quê? Ele não me fez nada…

- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.
Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.
Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

- O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra!
Estou falando sério!

- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

- E querem ver como reajo?

- Sim. Exatamente isso…

- Já reparou que não tem sentido?

- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…

- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

- Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

- Enfim – perguntou o buscador – como você vai reagir? Vai revidar?
Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se.

O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?

- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.

- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…

- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.
E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

- Bata nele! – ordenou o Mestre.

- Não posso, Mestre, não posso…

- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

- Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…

- Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…

- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra. O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas” que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?



Original em: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2008/12/23/os-niveis-do-ser-humano/#more-580

terça-feira, 9 de junho de 2009

Paracelso já dizia

ASSIM DIZIA PARACELSO...
I
Se, por um espaço de alguns meses, observares rigorosamente as prescrições, que se seguem, ver-se-á operar, em tua vida uma MUTAÇÃO TÃO FAVORÁVEL, que nunca mais poderás esquecê-las. Mas, meu irmão, para que obtenhas o êxito desejado, é mister que adaptes tua vida à estrita observância destas regras.
São simples e fáceis de seguir, mas é preciso observá-las com a máxima perseverança. Julgarás que a felicidade não vale um pouco de esforço? Se não és capaz de pores em prática estas regras, tão fáceis, terás o direito de te queixares do destino? Será tão difícil a tentativa de uma prova? São regras legadas pela antiga Sabedoria e há nelas mais transcendência do que simplicidade, como parece à primeira vista.

II
Antes de tudo, lembra-te de que não há nada melhor do que a saúde. Para isso deverás respirar, com a maior freqüência possível profunda e ritmicamente, enchendo os pulmões, ao ar livre ou defronte de uma janela aberta. Beber quotidianamente, a pequenos goles, dois litros de água, pelo menos; comer muitas frutas; mastigar bem os alimentos; evitar o álcool, o fumo e os medicamentos, salvo em caso de moléstia grave. Banhar-se diariamente, é um hábito que deverás à tua própria dignidade.

III
Banir absolutamente de teu ânimo, por mais razões que tenhas, toda a idéia de pessimismo, vingança, ódio, tédio, ou tristeza. Fugir como da peste, ao trato com pessoas maldizentes, invejosas, indolentes, intrigantes, vaidosas ou vulgares e inferiores pela natural baixeza de entendimentos ou pelos assuntos sensualistas, que são a base de suas conversas ou reflexos dos seus hábitos. A observância desta regra é de importância DECISIVA; trata-se de transformar a contextura espiritual de tua alma. É o único meio de mudar o teu destino, uma vez que este depende dos teus atos e dos teus pensamentos: A fatalidade não existe.

IV
Faze todo bem ao teu alcance. Auxilia a todo o infeliz sempre que possas, mas sempre de ânimo forte. Sê enérgico e foge de todo o sentimentalismo.
V
Esquece todas as ofensas que te façam, ainda mais, esforça-te por pensar o melhor possível do teu maior inimigo. Tua alma é um templo que não deve ser profanado pelo ódio.

VI
Recolhe-te todos os dias, a um lugar onde ninguém te vá perturbar e possas, ao menos durante meia hora, comodamente sentado, de olhos cerrados, NÃO PENSAR EM COISA ALGUMA. Isso fortifica o cérebro e o espírito e por-te-á em contanto com as boas influências. Neste estado de recolhimento e silêncio ocorrem-nos sempre idéias luminosas que podem modificar toda a nossa existência. Com o tempo, todos os problemas que parecem insolúveis serão resolvidos, vitoriosamente por uma voz interior que te guiará nesses instantes de silêncio, a sós com a tua consciência. É o DEMÔNIO de que SÓCRATES falava. Todos os grandes espíritos deixaram-se conduzir pelos conselhos dessa voz íntima. Mas, não te falará assim de súbito; tens que te preparar por algum tempo, destruir as capas superpostas dos velhos hábitos; pensamentos e erros, que envolvem o teu espírito, que embora divino e perfeito, não encontra os elementos que precisa para manifestar-se.

VII
A CARNE É FRACA Deves guardar, em absoluto silêncio, todos os teus casos pessoais. Abster-se como se fizesses um juramento solene, de contar a qualquer pessoa, por mais íntima, tudo quanto penses, ouças, saibas, aprendas ou descubras.
É UMA REGRA DE SUMA IMPORTÂNCIA.

VIII
Não temas a ninguém nem te inspire a menor preocupação o dia de amanhã. Mantém tua alma sempre forte e sempre pura e tudo correrá e sairá bem. Nunca te julgues sozinho ou desamparado; atrás de ti existem exércitos poderosos que tua mente não pode conceber. Se elevas o teu espírito, não há mal que te atinja. Só a um inimigo deves temer: A TI MESMO. O medo e a dúvida no futuro são a origem funesta de todos os insucessos; atraem influências maléficas e, estas, o inevitável desastre. Se observares essas criaturas, que se dizem felizes verás que agem instintivamente de acordo com estas regras. Muitas das que alegam que possuem grandes fortunas podem não ser pessoas de bem, mas possuem muitas das virtudes acima mencionadas. Demais, riqueza não quer dizer felicidade; pode se constituir em um dos melhores fatores, porque nos permite a prática de boas ações, mas, a verdadeira felicidade só se alcança palmilhando outros caminhos, veredas por onde nunca transita o velho Satã da lenda, cujo nome verdadeiro é EGOÍSMO.

IX
Não te queixes de nada e de ninguém. Domina os teus sentidos, foge da modéstia como da vaidade; ambas são funestas e prejudiciais ao êxito. A modéstia tolherá tuas forças e a vaidade é tão nociva como se cometêsses um pecado mortal contra o ESPÍRITO SANTO. Muitas individualidades de real valor tombaram das altas culminâncias atingidas, em conseqüência da Vaidade; a ela deveram certamente a sua queda Júlio Cesar, aquele homem extraordinário que se chamou Napoleão e muitos outros.Oxalá, sigas sempre estas poucas regras para a tua FELICIDADE, para o teu BEM e a nossa ALEGRIA.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Chakras


1º Chakra - Chakra Básico (Muladhara)
Cor: Vermelho;
Localização: Na base da coluna;
Função: Este chakra é responsável pela ligação com as coisas da Terra. Quando equilibrado, nos dá a sensação de segurança;
Órgãos: Coluna vertebral, medula, cérebro e aparelho reprodutor;
Desequilíbrio: Falta de equilíbrio, desânimo e desgaste físico.

2º Chakra - Chakra Umbilical(Sacral ou Esplênico) (Svadhishthana)
Cor: Laranja;
Localização: Um pouco abaixo do umbigo;
Função: Ligação com o que nos cerca, aceitação;
Órgãos: Fígado, intestinos, rins, vesícula biliar, pâncreas, bexiga e estômago;
Desequilibrio: Viver no passado, sem alegria e sem satisfação. Fechamento para o Mundo.

3º Chakra - Chakra do Plexo Solar (Manipura)
Cor: Amarelo;
Localização: Na região vulgarmente chamada de boca do estomâgo;
Função: Auto-estima;
Órgãos: Plexo solar, baço, corrente sanguinea, sistema nervoso central, bulbo, cerebelo, hemisférios do cérebro;
Desequilíbrio: Perda de apetite, angústia, raiva, ódio e medo.

4º Chakra - Chakra Cardíaco (Anahata)
Cor: Verde e Rosa;
Localização: Na altura do coração;
Função: Elo de ligação dos Chakras Inferiores e Superiores. Razão e emoção;
Órgãos: Coração e pulmões;
Desequilíbrio: Palpitação, angústia, desespero e pânico.

5º Chakra - Chakra Laríngeo (Vishuddha)
Cor: Azul-claro;
Localização: Na região da garganta;
Função: Fala, comunicação e criatividade;
Órgãos: Vias respiratórias, garganta, boca, nariz e traquéia;
Desequilíbrio: Falta de criatividade, dificuldade de se expressar.

6º Chakra - Chakra Frontal (Ajna)
Cor: Índigo;
Localização: Entre as sombrancelhas;
Função: Metas, caminhos, direção, visão do futuro e objetivos a serem atingidos;
Órgãos: Olhos e ouvidos;
Desequilíbrio: Perda de perspectiva e direcionamento.

7º Chakra - Chakra Coronário (Sahasrara)
Cor: Violeta, branco e amarelo;
Localização: Parte superior da cabeça;
Função: Ligado as formas de pensamento, fonte de vibração energética. É a ligação com a Fonte de Energia Superiora (Dues)
Órgãos: Cérebro;
Desequilíbrio: Anulação, perda de contato com a realidade e falta de ideal.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Corujas

A coruja está relacionada a Sabedoria, ao Conhecimento. Por ser um animal de hábitos noturnos, fica envolta num clima de mistério.
A capacidade de enxergar melhor no escuro faz com que ela tenha a aptidão de ver as coisas mais obscuras, tendo uma facilidade muito grande de revelar os Segredos mais íntimos dos outros seres.
Possuidora de uma sensibilidade muito aguçada, ela serve como guia para outros animais. Tanto na hora de caçar, como quando precisa auxiliar um ser mais indefeso.
Todo este Misticismo que envolve a coruja, além de todo o Conhecimento que ela possui, podem ser percebidos no seu próprio comportamento. A Aura que a envolve permite que ela se comunique com os dois lados da vida. Ela pode conviver com a Luz, mas também está ligada as Trevas. Este intercâmbio permite que o processo de cura própria seja mais demorado, mas muito mais profundo. Já quando necessita promover a cura de outros companheiros de caminhada, utiliza esta característica para fechar os ferimentos provocados por situações que não são claras, adentrando no ponto mais profundo do Outro, cicatrizando de dentro para fora.
Em diferentes tradições xamânicas encontramos as definições de Animal de Poder e a forma com que eles atuam sobre seus Protegidos. As características Naturais do Animal atuam na personalidade dos seus Protegidos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Limpeza

Hoje precisei dar uma geral no meu computador.
Comecei lendo mensagens q tenho guardadas. Algumas nunca vão perder a validade, outras, deixaram de ser interessantes. Sei que estas tiveram um papel importante, mas agora já podem voltar para o "nada". Apaguei várias delas. Assim como músicas, programas, fotos e muitos arquivos do passado.
Após isso, limpar os navegadores, desfragmentar o disco e passar o antivírus.
Durante este processo, fui reconhecendo a semelhança com os arquivos que geramos na vida. Cada ato, palavra e pensamento ficaram armazenados. Alguns, precisamos pelo resto da vida, mas muitas destas impressões já não fazem mais sentido. E mesmo que não sejam mais úteis, muitos de nós, insistem em continuar carregando este peso extra.
Cada vez que nos libertamos de alguma destas cargas ficamos mais leves e, com isso, abrimos espaço para que novas sensações sejam incorporadas. O medo, as frustrações, a raiva, a intolerância, entre outras, são energias extremamente densas, pesadas. Quando deixamos que elas fiquem nos sobrecarregando, se entulhando cada vez mais, corremos o risco de perder nosso Eu. Ele fica submerso por estas forças densas, enfraquecendo-se cada vez mais.
Vejo como é importante desfragmentar nosso Ser. Encaixar as peças, criando uma Visão mais real. Algumas pessoas ainda não entenderam que são parte do TODO. Que nosso Mundo Interior reflete o Mundo Exterior. Quanto mais guerras, novelas, crimes e catástrofes eu procurar nos jornais e tvs, mais distante estou de me ver, pois estou procurando me enxergar no "lixo" externo. Consequentemente, este reflexo gerado são as cargas densas que levamos.
Me pergunto o que leva o ser humano em geral a diminuir a velocidade quando passam por um acidente? E a resposta é simples, é bom ver a desgraça do outro, pois assim comparamos com a nossa e percebemos que estamos um pouco melhor. Olhamos para ter certeza que existe alguém em pior condições que nós, que vencemos mais um candidato.
Como no processo de limpeza anterior já abrimos mão de algumas bagagens desnecessárias, agora na desfragmentação do Ser passamos a entender mais sobre nós mesmos. A realmente VER quem somos. A medida que mais peças se encaixam, a Imagem que temos é mais clara. O funcionamento do sistema se torna mais light, com menos "erros".
Depois disso, vamos ainda passar um antivírus, para limpar arquivos que foram implantados sem nosso consentimento, ou melhor, com consentimento, mas inconscientemente. Agora vamos ver quais programas que rodamos são realmente nossos e, quais foram implementados pela sociedade. Nosso Sistema Operacional é muito delicado. A ele se acrescem muitos utilitários, mas também, podem ser acrescidos alguns programas limitadores, que diminuem o rendimento da máquina.
Quando nascemos, a primeira coisa que acontece a maioria é tomar um tapa na bunda. A medida que o tempo vai avançando, vamos sendo limitados de diversas formas, pelos pais, pelas babas, pelos parentes. A sociedade nos diz o que devemos ser e como devemos ser. Não devemos fazer muitas coisas por que machucam. Se eu não for um menino bom, Papai do Céu vai castigar(até Deus é malvado).
Estes vírus funcionam como cavalos de tróia, pois uma limitação cria outra, que cria outra e assim sucessivamente. Elas se reproduzem até que tenhamos medo inclusive de viver.
Como o processo de instalação e funcionamento destas pragas é variável, por mais que tentemos unificar o tratamento, isso se torna inviável. Uma coisa é certa. A reprogramação do Sistema depende das atitudes que resolvemos tomar. Para solucionar o problema criado, precisamos identificar onde ele está. Fazer uma análise em profundidade. Ver quais outros programas podem estar ligados ao arquivo infectado.
Após descoberto e eliminado o arquivo, precisamos criar vacinas próprias contra estas pragas antigas. Abrir espaço para que possamos mudar o S.O., com práticas que nos fundam cada vez ao nosso Eu Interior e, consequentemente, ao TODO.

Paz e luz
Beijos e abraços
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 14 de janeiro de 2009

Filosofando

Hoje eu estava fazendo uma faxina em casa. Limpando física e energeticamente.
A medida que ia avançando na limpeza, o cérebro começou a funcionar...rsrsrs (que grande novidade)
Passei a pensar nas mudanças do Planeta, na forma como estamos encarando estas mudanças. Com isso, fui levado até os diferentes "Movimentos" de transformação existentes. Exoterismo, Esoterismo, Religiões, Seitas, cada uma com a sua verdade.
Acredito muito nas forças dos movimentos transformadores, mas ainda tenho uma dificuldade muito grande de aceitar um comportamento que a maioria critica, mas adota na prática.
A idéia geral é a evolução espiritual. Chegasse nela de diferentes formas, cada forma ligada a uma Verdade diferente. Respeito todas as formas, tanto que faço uso de partes de muitas delas. Só fico cada vez mais intrigado é na maneira como ainda fazemos com que a Verdade seja uma mercadoria, onde somente aqueles que tem "merecimento" podem saber a Verdade.
Se no passado o conhecimento era restrito a pequenos grupos secretos, onde era necessário que se provasse ser merecedor de entrar para participar, hoje, a distinção é feita pelo valor que a pessoa pode pagar. Cursos, palestras e atividades afins tem seu valor, muitas vezes "superfaturados". Este é um dos pontos mais atacados dos movimentos místicos. Até que ponto realmente queremos transformar as pessoas e até que ponto queremos apenas ganhar mais algum dinheiro?
O comércio existente é muito amplo. Concordo que devemos nos manter, mas sou contra a exploração.
Esta prática torna o acesso a tais informações e técnicas bem mais difícil. Principalmente quando criamos a obrigação de afiliação a algum órgão responsável. Muiats pessoas poderiam colocar para fora seus dons naturais, ajudar aos outros e, assim, ajudar a si memso. Mas ficam impedidas simplesmente por não terem condições ou vontade de fazer um curso para tirar um diploma. Aí mais uma vez entra o dinheiro e o poder. Só podemos ajudar se formos, no mínimo, técnicos em alguma coisa. De novo, temos que participar de uma "sociedade secreta", detentora única e exclusiva da Verdade.
Acredito que se realmente estamos nos modificando para permitir que as transformações do Planeta sejam menos dolorosas, devemos olhar com mais atenção para este problema antigo que hoje apresenta uma roupagem nova.
Mta paz e luz
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 18 de janeiro de 2009

Corpo Físico

Uma das teorias sobre espiritualidade que me fazem pensar muito é sobre o motivo que nós Seres Humanos escolhemos ter um corpo físico denso.
Lembro de já ter lido e ouvido em alguns lugares que escolhemos esta "prisão" para podermos aprender a nos desprender das coisas. Para que sintamos na pele a vontade, o desejo e outras sensações que não são compatíveis com o estado de "Espírito". Estamos ocupando este corpo para que possamos ter um Ego.
Como escolhemos esta prisão material para o Espírito, ele está constantemente tendo que "lutar" por sua sobrevivência. As paixões e desejos que atacam o prisioneiro são intensificadas pela formação social de cada indivíduo. Os ocidentais aprendem a querer dinheiro, poder, posses e pessoas, já os orientais, recebem uma formação um pouco mais espiritual, pensando mais no coletivo que no individuo.
As consequências desta batalha são percebidas através de diferentes doenças. Alguns sofrerm por amor (paixão, tesão,...), outros pq queriam ter mais do que tem, existem também os que ficam doentes por querer controlar aos outros e, assim perdemos as contas dos "motivos" pelos quais adoecemos. Uma das causas de doenças que me chamam muita atenção é quando uma pessoa tem um "Espírito Livre" e precisa entrar em confronto com os paradigmas sociais. Mesmo estando aprisionado, estas pessoas conseguem ser livres. Mas acabam sofrendo pressões de todos os lados. o Diretor do Presídio (Governos) dizem o que ele deve fazer, como deve pensar, querem que sejas submisso. Os agentes penitenciários (família, professores, patrões, chefes,...) cobram as tarefas, disciplinam, mostram a forma correta. O Juiz, este é o pior deles todos, pois ele é o nosso Ego, fica nos julgando por não nos adequarmos as regras vigentes, por sermos diferentes. Por isso precisamos estimular o nosso Defensor Público, nosso Espírito. Colocar nas mãos dele a condição para nos guiar, nos fazer seguir o nosso caminho e não aquele que nos foi traçado pelos outros. Fortalecendo nosso Espírito, estamos criando a liberdade que necessitamos para conviver pacificamente dentro da prisão do corpo.

Mta paz e luz sempre

Porto Alegre, 14 de Março de 2009