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sábado, 21 de novembro de 2009

O sexo é a semente, o amor é a flor, compaixão é a fragrância.

"Bem pouca gente sabe o que é o amor. Noventa e nove por cento das pessoas, infelizmente, pensa que sexualidade é amor -- não é. A sexualidade é por demais animal; certamente, ela contém o potencial para transformar-se em amor, mas ainda não é amor, apenas potencial..."
"O sexo é a semente, o amor é a flor, compaixão é a fragrância."

Osho

Tenho achado muito interessante a maneira como este assunto tem aparecido com uma enorme frequência na minha vida.
Hoje ele surgiu numa carta do Tarot do Osho, de onde eu copiei estas duas frases que coloquei acima.
Já tem algum tempo que venho formando uma convicção sobre o que é o Amor. Sei que é bem complicado para um grande número de pessoas entender a forma como eu vejo este sentimento.
Quando converso com algumas pessoas sobre isso, uma das frases que mais ouço é que eu nunca amei e, por isso, tenho esta forma de perceber o que sinto.
Normalmente tentam me mostrar que existem diferentes níveis de amor. Existe o amor paterno, o amor materno, o amor de irmãos, o amor familiar, o amor de amigos e o amor de casal. Procuram diferenciar cada um destes grupos de amores, de forma que transformam o Ser amado num objeto.
De minha parte, tento explicar que estas divisões do amor são criadas apenas como forma de satisfazer o Ego. Principalmente por que para cada grupo diferente, existe uma forma diferente de possessividade.
Acredito que o Amor esteja bem longe disso que se costuma chamar amor. Toda vez que digo que Amo alguém, não o faço na tentativa de aprisionar o outro, mas como forma de demonstrar que a pessoa é completamente livre e, que assim sendo, me faz feliz simplesmente pelo fato de em algum momento ter estado no mesmo caminho que eu trilho.
O Amor que sinto pelas pessoas surge simplesmente pelo fato de saber que elas estão procurando o seu caminho, fazendo o seu melhor.
Algumas pessoas que Amo já deixaram o plano terreno, outras simplesmente seguiram por uma estrada que as distanciou da minha convivência. Com certeza sinto saudades de muitas dessas pessoas, mas nem por isso sofro, pois hoje eu sei que a evolução individual necessita que muitas vezes plantemos uma pequena semente no coração de outras pessoas sem que possamos estar ali para cuidar dela e ver nascer dali as flores que enfeitam o jardim da vida.
Um grande abraço e beijos.
Muita paz, luz e harmonia sempre.

Carlos Eduardo
Porto Alegre, 21 de Novembro de 2009.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Violência

Estava aqui dando uma arrumada no apartamento. Normalmente procuro deixar os pensamentos soltos enquanto faço isso. Permito que eles me mostrem o que os meus Amigos acham mais conveniente.
Me voltou à cabeça um fato que aconteceu alguns dias atrás. Eu estava saindo do apartamento onde minha mora e estavam entrando alguns vizinhos no prédio. Duas crianças com a mãe. Como tem sido um costume que adotei ultimamente, abri um sorriso e cumprimentei eles. Nisso a menininha olhou para mim e falou assim: Oi tio que eu não sei quem é, me diz por que tu estás sempre assim, e escancarou a boca imitando meu sorriso. De início me deixou sem reação, mas rapidamente respondi que estava sempre sorrindo porque eu me sentia feliz como eles dois. A mãe ficou desconsertada e comentou que não sabia de onde as crianças costumam tirar estas perguntas. Me despedi deles e segui meu caminho.
Após este fato, fiquei pensando no que aquela pequena pessoa me disse. Percebi que realmente tenho me permitido expressar mais o meu sorriso, até porque me sinto mais leve comigo mesmo.
Enquanto procurava racionalizar o que tinha ocorrido, claramente eu via que a percepção pura das crianças é trocada na medida que vamos ficando mais velhos por uma percepção embotada.
Basta vermos o que ocorre com a maioria das pessoas a medida que envelhecem. Perdemos o dom de acreditar nos outros, de confiar no Ser Humano. Deixamos que os pré-conceitos assumam o papel de juízes da nossa consciência.
Lembro de ver as pessoas falarem diariamente da violência que toma conta do Mundo e, vejo diariamente "especialistas" das corporações de segurança dando dicas de como devemos nos prevenir. Só que infelizmente estas mesmas corporações acabam criando um problema muito mais grave, principalmente aos homens. É algo bastante comum vermos homens entre 18 e 40 anos serem abordados de forma violenta na rua por policias, estes normalmente fortemente armados. EU já passei por 3 abordagens deste tipo e digo por experiência, é algo que revolta.
Fui considerado um potencial criminoso simplesmente pelo fato de ser homem e de estar num bairro que faz divisa com uma vila (bairro Cristal e vila Cruzeiro do Sul). Em nenhuma das abordagens os agentes da lei se lembraram dos meus direitos básicos e, tampouco, se desculparam pela atitude violenta assumida por eles durante as abordagens. Em todas elas tive no mínimo 3 armas apontadas para mim, como se eu já tivesse sido condenado.
A medida que escrevo isso, lembro de outras coisas pelas quais já passei, tais como estar esperando uma lotação na noite, no mesmo bairro e, estas não pararem para mim, ou então de estar caminhando na rua e cruzar por alguém, principalmente mulheres, e estas se grudarem nas bolsas, esconderem sacolas, como se estivessem se protegendo de um possível ataque. Já fui seguido por segurança de shopping, simplesmente porque entrei no shopping para comprar cigarro em pleno verão de bermuda, camiseta e chinelo de dedos.
Estas pessoas vivem com medo. Criam bandidos onde não existe e depois reclamam quando são assaltados, mas não percebem que estão passando uma informação a nível energético de que elas "precisam" alimentar a violência.
Alguns simplesmente julgam os outros pela maneira simples de serem e de se vestirem, mas esquecem que os maiores bandidos normalmente usam ternos caríssimos, vestidos de grandes estilistas. Estes bandidos quando praticam seus delitos acabam não atacando uma pessoa, ou grupos pequenos, mas influenciam na vida de milhares, para não dizer milhões de pessoas. Outros bandidos se escondem atrás de uma farda ou de um distintivo, e como são considerados agentes da lei, normalmente passam incólumes pelos atos que praticam.
Se realmente as pessoas se preocupassem com a violência, entenderiam que a maior violência consiste em viver se escondendo, em se aprisionar pelo medo. Para estas mesmas pessoas existe uma solução muito simples, mas que normalmente não é aceita, pois para elas tudo isso que se chama de violência não é sua responsabilidade. Só que elas não percebem que enquanto continuarem vibrando o medo, estarão atraindo o que não querem. Mas é muito mais fácil julgar os outros do que assumir uma postura e se trabalhar para erradicar este sentimento de dentro delas mesmas.

Muita paz, luz e harmonia a todos.
Um grande abraços e beijos.
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 13 de Novembro de 2009.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

dualidade

Hoje recebi um email que tratava sobre o que é certo e errado. Falava do filme que fizeram em homenagem ao Cazuza.
Como este foi texto foi escrito por uma psicóloga, vinha cheio de adjetivações, criticando a forma como criaram um mito em cima de uma pessoa perturbada.
Fiquei pensando na mensagem que a profissional tentou passar. Em partes concordo com ela. Vivemos uma enorme crise de valores e, com isto, qualquer um pode ser transformado em herói.
Acredito que mesmo que a conduta de alguns destes mitos não seja aceita pela maior parte da nossa sociedade, isso só acontece porque ainda vivemos numa sociedade hipócrita.
É comum a gente ver pessoas se dizendo defensores da moral, mas que quando precisam usar esta mesma moral, acabam deixando de lado este conceito.
Poderia desfilar uma série de exemplos aqui, mas creio que isso não seja necessário.
Me choca muito perceber como na maior parte das nossas vidas vestimos uma toga e saímos por aí julgando a tudo e a todos. Dizendo que isto é certo ou errado, que isso pode ou não.
Infelizmente, esquecemos de olhar para a questão mais simples. Se criamos o certo, é porque existe o errado. Sem um, o outro deixa de existir. Esta dualidade esta arraigada no Ser Humano.
Quando dizemos que algo é bom, estamos comparando este algo com uma coisa que julgamos ruim, mas, com isso, esquecemos que simplesmente as coisas são.
Recebi um email falando sobre o radicalismo do islã, mais precisamente do Hamas, que proporcionava casamentos entre homens acima dos 20 anos com meninas entre 4 e 10 anos de idade. As imagens são chocantes, mas o mais chocante é saber que isso muitas vezes acontece ao nosso lado. Sabemos que muitos pais abusam dos filhos, assim como isso acontece também dentro da Igreja Católica. E, nem por isso chamamos estes de radicais. Mas como o casamento era coletivo e patrocinado pelo Hamas, vinha a classificação de ser um grupo extremista.
Não estou de forma dizendo que isso é certo, assim como também não digo que seja errado. Apenas digo que isso acontece em diferentes lugares. Não é algo exclusivo de uma "religião", de um "povo", mas do Ser Humano.
Crucificar um grupo pelo que eles acreditam só gera mais violência. Mas, quando procuramos dentro de nós mesmos os motivos que levam a estes grupos tomarem determinadas atitudes, percebemos que de alguma forma, isso só acontece porque somos Seres imperfeitos.
Procuro olhar esta crise moral que estamos atravessando com uma visão mais positiva, tentando perceber que para que exista a Luz, primeiro foi necessário a existência das Trevas.
Para que consigamos evoluir, precisamos colocar para fora todo o lixo que carregamos no nosso interior. Pois se quisermos evoluir carregando uma bagagem pesada, não chegaremos a lugar nenhum.
Converso com muitas pessoas que me dizem que andam cansados de ficar correndo atrás da vida, que não tem tempo para nada, além de ganhar dinheiro, que este sistema no qual vivemos é injusto, mas na hora de fazerem sua parte, fazem exatamente o que os outros fazem. Continuam alimentando este mesmo sistema. Aí me dizem que precisam fazer isto, que se não fizerem isso, simplesmente serão engolidos, mas não percebem que já foram engolidos e, agora simplesmente estão sendo expelidos.
Sei que para muitos sou um sonhador, alguém que vive de ilusões, mas isso realmente não me importa. Pois como eu digo, se dentro dos meus sonhos e ilusões eu conseguir semear alguns corações, me sentirei muito gratificado.
Muita paz, luz e harmonia sempre.
Beijos e abraços.
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 10 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dia das Bruxas

Estava aqui pensando na vida e me lembrei que hoje se comemora o dia das bruxas.
Lembrei do significado que muitas pessoas dão as bruxas, da forma como elas foram tratadas no passado e como as bruxas atuais ainda se recentem desta carga.
Devido ao poder que a Igreja católica se auto-outorgou, os pagãos e, principalmente as mulheres seguidoras desta doutrina, foram queimados em fogueiras. Alias, notadamente a fogueira, junto com o caldeirão, virou sinônimo de coisas ruins.
Quando olhamos na literatura infantil, percebemos a descriminação sofrida. Quando se fala de alguém ruim, se usa o termo bruxa, mas quando queremos falar de uma mulher boazinha, se transformam em fadas.
Infelizmente isso se deve ao fato de que para a Igreja Católica antiga, as mulheres eram consideradas um segundo nível na escala evolutiva humana.E como as bruxas tinham conhecimentos que eram considerados exclusivos dos homens, tiveram que pagar com suas vidas.
Nos dias atuais, apesar de termos evoluído muito, ainda existe este pré-conceito, tanto que são poucas as religiões e crenças que apresentam mulheres nos cargos principais.
Esta visão patriarcal ainda está extremamente arraigada no seio da Igreja Católica, criando uma falsa idéia de que o feminino está ligado ao profano.
Dentro das inúmeras leituras que faço, percebo que esta mesma situação se encontra em diferentes outras crenças. Para muitos, o poder feminino é como uma arma letal. Com esta arma, os homens se perderiam e se desviariam do seu caminho em direção ao Céu.
No xamanismo o Sagrado Feminino ocupa o mesmo espaço que o Masculino. A força Feminina é necessária para a geração de vida, para o uso intuitivo, complementando o Masculino. Nas culturas ditas primitivas, elas exercem um papel fundamental, sendo delas a função de manter a coesão do Todo.
Espero que com o passar do tempo, aprendamos a respeitar mais as Bruxas. E não somente isso, mas que também consigamos manter o equilíbrio das duas forças dentro de cada um de nós. Pois somente desta forma, estaremos conectados ao Universo como um todo.

Muita paz, luz e harmonia sempre
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 31 de outubro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Brincar

tenho percebido que as gerações mais recentes tem perdido a sua infância.

A medida que as mães passaram a trabalhar fora, em maior quantidade, a infância foi sendo substituída por atividades intelectuais. Matriculamos nossos filhos em cursos de línguas, informática, ballet, futebol, natação, violão, .... Ocupamos o tempo deles que não estamos presentes. As brincadeiras e coisas da idade foram substituídas, a inocência foi trocada pela violência.

Nas famílias com condições financeiras, as crianças são educadas pela tv, pelo computador, videogame e diversos instrutores diferentes. Como temos dinheiro, compensamos no fim de semana no shopping ou no Mc Donalds. Com as crianças carentes, moradores de rua ou de favelas, o brinquedo delas é viver. Aprendem a se virar desde piá. Adoram armas, brincar de polícia e bandido (normalmente brigam para serem os bandidos, o patrão da boca). São educados pelos traficantes, pelos estupradores, assaltantes e outros do gênero.

Percebemos estes desvios com muito mais precisão nas nossas escolas. Hoje os alunos agridem verbal e fisicamente os professores. Quando é entre eles, aparecem armas o objetos que causam danos maiores. Mesmo entre as crianças que tem um poder aquisitivo maior, também se percebe este comportamento.

Lembro da minha época de criança, de subir em árvores, de jogar 5 marias, montar quebra-cabeças. Corríamos nas ruas, jogávamos bola de pés descalços nos paralelepípedos (quanto tampão de dedo tirado fora...rsrs). Algumas vezes aconteciam as brigas, só que muitos iam em casa para pedir permissão para brigar (acabava a briga na hora).

Penso se estou vendo certo. Quero muito estar errado, que esta imagem que tenho da infância que propiciamos as últimas gerações fosse tão distorcida e não influenciasse no comportamento nas fases seguintes. Seria muito bom se isso fosse apenas reflexo da minha visão extremamente crítica, mas, infelizmente, cada dia que passa eu percebo que esta é a realidade.



Porto Alegre, 16 de Setembro de 2009



Mta paz, luz e harmonia sempre.

sábado, 11 de julho de 2009

Artes e vibração

Estava ouvindo música, lendo meus mails e organizando meu pc. Ouço um grupo chamado Sin Fronteras, o cd Meditación Instrumental 5. Eles fazem uma mistura da música andina com a dos índios norte-americanos e um pouco de música celta também.

Sempre que ouço algum dos cds deles parece que os ritmos me levam a lugares bem diferentes. A batida dos tambores, o sibilar das flautas, a melodia suave, cheia de sentimentos, de harmonia, fazem com que meu Ser entre na mesma sintonia. A leveza dos sons, misturada a sincronização do pulsar do coração com as batidas dos tambores, criam um clima de paz, que envolve o ambiente.

As artes sempre foram o meio mais usado para se gerar este tipo de sensação. Pode ser num poema ou poesia, pode ser uma pintura, uma música ou uma dança. Qualquer forma de expressão artística tem o poder de impressionar o público atingido. A energia colocada na feitura impregna a obra final, criando uma aura que se expande e envolve quem tiver acesso a ela.

Assim como tudo no Planeta, existe o lado ruim das artes, que nos deixa vulneráveis, deprimidos. A luxúria e ganância também se manifestam através dela, fazendo com que muitas esquisitices sejam consideradas arte moderna. A exposição exagerada do corpo, letras que desafiam a inteligência, uso de animais morrendo como expressão artística entre outras coisas também são vistas. E assim como as formas mais "suaves" da arte, também trazem consigo um padrão vibratório. Assim como a harmonia e leveza nos deixa mais soltos, os contrastes gritantes, a falta de critérios, a imoralidade e o ridículo nos deixam pesados, como se fossem uma ancora amarrada em nossos tornozelos.

A vibração que acabamos assimilando tem influência direta sobre a nossa própria vibração. O efeito é semelhante ao das cordas de um violão. Se tocarmos apenas uma das cordas, as outras também vão vibrar. As cordas que não foram tocadas acabam sendo influenciadas pela vibração da corda tocada.

Temos como comprovar isso em diferentes oportunidades da nossa vida. Como nos sentimos quando estamos na caixa do supermercado, numa fila quilométrica? ou então no banco? melhor ainda, um engarrafamento, num dia de 40 graus? A tensão destas situações vai atingindo um por um dos envolvidos. Em maior ou menor intensidade, mas mesmo assim atua. Agora lembremos como é estar na beira de uma praia, curtindo o barulho das ondas, o vento, o cheiro salgado do ar? Talvez uma cachoeira linda, rodeada de muitas árvores, pássaros e animais diversos? quem sabe uma trilha, ou rafting? Nem preciso dizer o que estes lugares nos transmitem, acho que todos sabem.

Uma das grande vantagens que temos sobre as cordas dos violões é que nós podemos nos movimentar e ir procurar locais onde as vibrações sejam mais hamoniosas, que nos deixem mais leves.

Bjs no coração de todos.

Mta paz, luz e harmonia.

Carlos Eduardo

Porto Alegre, 11 de julho de 2008

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Níveis do Ser Humano

Os níveis do ser humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

- Mas, Mestre, que níveis são esses?

- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

- Dê-lhe um tapa no rosto.

- Mas por quê? Ele não me fez nada…

- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.
Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.
Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

- O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra!
Estou falando sério!

- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

- E querem ver como reajo?

- Sim. Exatamente isso…

- Já reparou que não tem sentido?

- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…

- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

- Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

- Enfim – perguntou o buscador – como você vai reagir? Vai revidar?
Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se.

O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?

- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.

- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…

- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.
E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

- Bata nele! – ordenou o Mestre.

- Não posso, Mestre, não posso…

- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

- Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…

- Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…

- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra. O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas” que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?



Original em: http://www.deldebbio.com.br/index.php/2008/12/23/os-niveis-do-ser-humano/#more-580

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Chakras


1º Chakra - Chakra Básico (Muladhara)
Cor: Vermelho;
Localização: Na base da coluna;
Função: Este chakra é responsável pela ligação com as coisas da Terra. Quando equilibrado, nos dá a sensação de segurança;
Órgãos: Coluna vertebral, medula, cérebro e aparelho reprodutor;
Desequilíbrio: Falta de equilíbrio, desânimo e desgaste físico.

2º Chakra - Chakra Umbilical(Sacral ou Esplênico) (Svadhishthana)
Cor: Laranja;
Localização: Um pouco abaixo do umbigo;
Função: Ligação com o que nos cerca, aceitação;
Órgãos: Fígado, intestinos, rins, vesícula biliar, pâncreas, bexiga e estômago;
Desequilibrio: Viver no passado, sem alegria e sem satisfação. Fechamento para o Mundo.

3º Chakra - Chakra do Plexo Solar (Manipura)
Cor: Amarelo;
Localização: Na região vulgarmente chamada de boca do estomâgo;
Função: Auto-estima;
Órgãos: Plexo solar, baço, corrente sanguinea, sistema nervoso central, bulbo, cerebelo, hemisférios do cérebro;
Desequilíbrio: Perda de apetite, angústia, raiva, ódio e medo.

4º Chakra - Chakra Cardíaco (Anahata)
Cor: Verde e Rosa;
Localização: Na altura do coração;
Função: Elo de ligação dos Chakras Inferiores e Superiores. Razão e emoção;
Órgãos: Coração e pulmões;
Desequilíbrio: Palpitação, angústia, desespero e pânico.

5º Chakra - Chakra Laríngeo (Vishuddha)
Cor: Azul-claro;
Localização: Na região da garganta;
Função: Fala, comunicação e criatividade;
Órgãos: Vias respiratórias, garganta, boca, nariz e traquéia;
Desequilíbrio: Falta de criatividade, dificuldade de se expressar.

6º Chakra - Chakra Frontal (Ajna)
Cor: Índigo;
Localização: Entre as sombrancelhas;
Função: Metas, caminhos, direção, visão do futuro e objetivos a serem atingidos;
Órgãos: Olhos e ouvidos;
Desequilíbrio: Perda de perspectiva e direcionamento.

7º Chakra - Chakra Coronário (Sahasrara)
Cor: Violeta, branco e amarelo;
Localização: Parte superior da cabeça;
Função: Ligado as formas de pensamento, fonte de vibração energética. É a ligação com a Fonte de Energia Superiora (Dues)
Órgãos: Cérebro;
Desequilíbrio: Anulação, perda de contato com a realidade e falta de ideal.