quinta-feira, 1 de abril de 2010

Divagando sobre a Páscoa

Pois é, mais um feriadão. Páscoa. Semana Santa.
Será que serei repetitivo??? rsrsrs
Mais uma vez se vê as lojas e mercados apinhados de chocolate. Propagandas nos dizendo para consumir tal marca de ovo, ou o chocolate de determinados personagens.
Fico olhando isso tudo e pensando naquelas crianças todas que vêem estas mesmas propagandas e sabem que dificilmente vão receber alguma coisa. Ou então nos familiares que sentem a pressão de não poderem dar nada para seus filhos, netos, sobrinhos.
Muitas vezes reclamamos da violência, mas não percebemos que estas pessoas também são violentadas e, talvez, a forma de violência a que são submetidas seja muito maior do que a violência física. Eles sofrem da violência psicológica, diariamente.
As crianças quando vão para a escola, isso para aquelas que conseguem, tendo que conviver diariamente com os colegas exibindo tênis novo, roupas caras, celulares e, estas, muitas vezes indo somente com um calção, camiseta e chinelo. Muitas delas queriam ter um tênis, poder usar um casaco nos dias de frio, comer um simples picolé quando está muito quente, mas a realidade delas não permite, mesmo que diariamente elas sejam afrontadas pelos comerciais e propagandas mandando que consumam. Dizendo que elas não são ninguém pois não compram tal e tal produto.
E os familiares, que muitas vezes procuram dar o que não podem??? Como eles se sentem??? Para muitos, a maioria destes é formada por vagabundos, que não querem melhorar. Vejo a batalha de alguns procurando ofertar o que não tiveram, se sentindo impotentes.
Pois é Via Crucis, ressurreição de Cristo. Momento de reflexões.
Pena que as reflexões e doações se restrinjam a poucas datas. Poderiam se tornar diários, sendo incutidos na forma de ser das pessoas em geral.
Que o espírito de Amor e fraternidade se faça presente diariamente em nossos corações.
Muita paz, luz e harmonia sempre
Beijos e abraços
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 1 de Abril de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Guerra da vida

Estou lendo um livro bastante interessante que fala sobre a Segunda Guerra Mundial. Cada um dos capítulos deste livro é escrito por uma pessoa diferente. Todos eles de alguma forma participaram deste período negro da História mundial.
A medida que vou avançando pelas páginas, começo a traçar paralelos com o momento vivido na atualidade.
Se na época da Grande Guerra, as armas eram as responsáveis pela destruição de cidades e a dizimação de famílias, hoje mudamos um pouco o tipo de armamento usado. Atualmente a arma mais poderosa é o Poder. A ânsia de dominar, nos dias em que vivemos, é exercida praticamente sem a necessidade do uso de força bruta. Na verdade, em muitos lugares do planeta, isso se faz de forma obscura.
Podemos examinar do micro ao macrocosmo social para verificarmos que esta prática esta disseminada. Os meios de comunicação procuram vender tudo o que podem, usando para isso uma programação empobrecida, dando mais valor as tragédias cotidianas e, inclusive, criando novos padrões comportamentais. Basta sairmos à rua para vermos como os motoristas se comportam no trânsito. Enquanto o bom senso indica que deveríamos sempre proteger os mais frágeis, o que acontece é exatamente o contrário. Para um pedestre atravessar uma rua, ele precisa esperar os veículos e contar com a sorte, pois mesmo onde existem semáforos, estes deixam de ser respeitados pelos cidadãos sentados ao volante. Ônibus e caminhões, que normalmente são guiados por pessoas que se consideram profissionais, costumam ir fechando os veículos de menor parte, promovendo verdadeiras barbáries. Acontecendo o mesmo com os motoristas de automóveis, que acabam descontando em motociclistas e pedestres, e aqui não deixo de destacar que os pilotos de moto são na grande maioria irresponsáveis.
Saindo do trânsito, podemos usar a mesma metodologia em qualquer outra área social. Nas empresas os chefes e superiores descontam nos subordinados, que descontam no pessoal dos serviços gerais, que por sua vez, acabam fazendo o mesmo com os seus familiares. Isso acontece nas escolas também.
Fica quase impossível delimitar onde o processo de brutalização da sociedade teve início. Da mesma forma como é quase impossível destacar o que surgiu primeiro, se o Poder ou a violência.
Uma das coisas que facilmente dá para perceber é que não precisamos estar com armas em punho para estarmos em guerra. Na verdade, no exato momento em que deixamos o útero materno, somos declarados inimigos. E isso independe de classe social, de nacionalidade, de credo ou de sexo. Nos tornamos inimigos simplesmente pelo fato de sermos mais um a precisar sobreviver. Desta forma, ameaçamos a sobrevivência daqueles que querem sempre mais e mais.
Dentre os animais ditos irracionais, isso se chama instinto de sobrevivência, onde a lei do mais forte impera. Mas será que para nós, que nos consideramos seres pensantes, as coisas precisam ser desta forma?
Ainda acredito na raça humana, pois sempre que uma grande tragédia natural assola um país ou uma região, o socorro se apresenta vindo de todos os lugares, mas ainda procuro entender porque precisamos da dor e do sofrimento dos outros para demonstrar solidariedade, quando esta deveria ser uma característica cotidiana.
Poderia continuar escrevendo e, tenho certeza disso, jamais iria conseguir desenvolver tudo o que este assunto merece. Por isso paro por aqui, pedindo aqueles que tiverem acesso a estas linhas para que procurem pensar um pouco na responsabilidade que cabe a cada um de nós enquanto indivíduos.

Muita paz, luz e harmonia sempre.
Porto Alegre, 24 de Março de 2010
Carlos Eduardo

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brincando de divagar

Brincar é muito bom, ainda mais quando durante a brincadeira conseguimos deixar outras pessoas felizes.
Algumas vezes brinco com as crianças e, acabo deixando que a minha criança interior também brinque.
Outras vezes prefiro brincar com as palavras, fazendo elas irem e virem, transformando reflexões em vida.
Gosto também de brincar de ser sério, ou então, de brincar de ser Eu mesmo.
Ultimamente me sinto como se fosse apenas um pequeno boneco, que faz parte de uma grande coleção de brinquedos chamada Terra. Existem outros vários bonecos parecidos, mas também existem muitos outros tipo de brinquedos dentro desta caixa, que curiosamente é arrendondada.
Vejo que muita gente tem medo de brincar, assim como também percebo que existem muitos que adoram brincar com os sentimentos dos outros.
É uma pena que nem sempre nos permitam brincar de forma sadia, ainda mais quando alguns poucos querem se transformar em donos de todos os brinquedos que existem por aqui. Estes mesmo criam brincadeiras ruins, que machucam e matam, criam brinquedos que destróem as pessoas, mas esquecem que pessoas não podem ser consertadas depois que estragam.
Pensando nisso tudo, eu convido aos meus amigos e pessoas que habitam na casinha de bonecos que tenho no meu coração para que continuem brincando comigo, pois preciso de vocês para que o ato de brincar não perca a graça.

Beijos e abraços a todos.
Muita paz, luz e harmonia sempre.
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 15 de dezembro de 2009.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ego X Espírito

Quantas vezes na vida olhamos para trás e percebemos que não fizemos muitas coisas por medo de desagradar aos outros?
Acreditamos nos sonhos dos outros, nas verdades que nos são impostas e deixamos de viver de acordo com nossa vontade.
Quando percebo a quantidade de coisas que muitas pessoas acham importantes para elas e, tentam fazer que sejam importantes para mim também, fico triste.
Esta tristeza vem do fato de eu ter que lutar dentro de mim mesmo, de passar muito tempo travando uma batalha entre o meu Ser e o meu lado racional.
De um lado o meu espírito procurando ser livre, tentando agir de acordo com as minhas verdades e idéias, de outro lado está o Ego, querendo moldar meu Ser para que ele seja "igual" ao restante das pessoas.
Para muitos, minha forma de ser é apenas uma forma de fugir de responsabilidades. Que como todo mundo faz, eu também deveria me render ao sistema.
Passei muito tempo procurando respostas a minha forma de pensar. Hoje em dia, percebo que não preciso de respostas, que só necessito me dar a oportunidade do meu Ser receber o que o Universo tem para dar.
Apesar da enorme dificuldade que encontro para acabar com esta guerra interior, tenho me permitido usar melhor o que faz parte de mim. Deixo que minha intuição me mostre o melhor caminho e, com isso, estou aos poucos abandonando a culpa por ser diferente.
Já houveram tempos em que eu me achava um estranho no ninho, como se não pertencesse a este planeta. Mas hoje me sinto a vontade usando esta roupa carnal. Sei que não sou o único a me sentir assim, que existem outros companheiros de vida que tem a mesma dificuldade de se enquadrar nos ditos padrões sociais.
Ao aceitar isso, posso continuar sendo livre. Posso construir no meu Mundo Interior aquilo que eu vejo como sendo o Futuro do Mundo Exterior.
Este conflito interno é apenas um reflexo do conflito externo, das diferentes disputas que ocorrem em todo o planeta pelo poder.
Meu Ego, representante do aspecto humano, procura através da força e do medo dominar o Espírito. Este, por sua vez, usando o Amor, apenas mostra ao Ego que esta disputa só leva a derrota do Todo, que jamais um dos dois será vencedor nesta batalha, pois os dois são parte de uma única pessoa e, assim sendo, a disputa só serviria para destruir os dois.
Aos poucos o Ego vai perdendo força, vai se rendendo ao Poder do Amor, deixando de querer controlar a situação. Resultando disto um processo de equilíbrio que me permite ter mais tranquilidade para continuar trilhando pelo caminho que escolhi.

Muita paz, luz e harmonia sempre.
Porto Alegre, 25 de Novembro de 2009.

Carlos Eduardo