quinta-feira, 6 de maio de 2010

Algumas pessoas já devem estar cansadas de ler minhas divagações anti datas consumistas. Fico imaginando o pensamento destes: "Lá vem ele, de novo."
Continuo pensando da mesma forma...rsrsrs Mas, desta vez, vou procurar não pensar no lado capitalista da data.
Ainda acredito que devemos transformar todos os dias da nossa vida em datas especiais, dedicando o nosso melhor aos outros durante toda a nossa vida, homenageando as pessoas que nos cercam sempre que possível.
Neste momento específico, onde estamos chegando no Dia das Mães, me vem na cabeça uma imagem, a da Grande Mãe. Em algumas culturas ela recebe o nome de Pacha Mama, em outras ela é identificada como a Grande Deusa e, mesmo para aqueles que não tem ligação com estas culturas consideradas naturalistas, a Terra representa a Mãe Maior.
Ela nos recebe de braços abertos, nos dando tudo aquilo que precisamos para viver, mesmo quando acabamos de forma completamente estúpida destruindo aquilo que ela nos oferece de forma tão carinhosa.
Homenagear as mães, no meu ponto de vista, é o mesmo que homenagear o Planeta inteiro. Cada pessoa trás dentro de si a Energia Feminina, mesmo os homens. Esta Energia é que nos faz Amar, que nos faz querer proteger aqueles seres que nos rodeiam, que é responsável pelo nosso poder de gerar tudo aquilo de bom que podemos criar.
Poderia fazer uma homenagem somente aquelas mulheres que já tiveram filhos, mas acredito que ser Mãe não é apenas parir. Ser Mãe é se doar, é dar carinho, é ser multi tarefas. Ser Mãe é muito mais do que ter filhos, até por que mesmo aqueles que não tem filhos, principalmente as mulheres, acabam sendo Mães de outras pessoas. Somos Mães dos nossos companheiros, dos amigos, das pessoas carentes, dos animais.
Infelizmente, a maioria dos homens ainda não conseguem lidar com seu atributo Mãe, criando uma visão falsa de que este ente é feminino. Mas o atributo Mãe é maior do que muita gente consegue compreender. Ele não tem sexo ou gênero, mas está arraigado no interior de cada ser existente no Universo.
Homenageando a Grande Mãe Terra, procuro homenagear a Mãe que habita no interior de cada um de nós.
Desejo do fundo do coração que a Mãe existente em cada ser continue sempre de braços abertos para todos os companheiros de caminhada.
Feliz dia das Mães. Feliz sempre.
Beijos e abraços.
Muita paz, luz e harmonia sempre.
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 6 de Maio de 2010.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Uma vez ouvi uma frase que jamais me esquecerei.
Olhando dentro dos meus olhos, uma pessoa me disse que não queria mais me amar. Mesmo que o olhar dissesse o contrário.
Carrego esta frase comigo até hoje. Não por remorso, desprezo ou qualquer outro sentimento mais vil.
Esta frase me fez pensar no que é o verdadeiro Amor. Se podemos linkar um sentimento tão puro com a vontade de estar com outra pessoa, de ter um relacionamento.
Quase diariamente esta questão surge no meu caminho, através de pessoas que conheço, outras que estão entrando na minha vida e também pelo simples fato de caminhar na rua e ver as demonstrações de amor por aí.
Vejo em sites de relacionamentos (orkut, facebook,...) pessoas declarando amor umas pelas outras simplesmente porque viram uma foto e acharam bonita.
O sentido da palavra Amor se esvaziou, se transformou em um sentimento materializado.
Não se Ama a pureza, as sensibilidade, as qualidades e os defeitos, mas sim os lábios, os seios, a barriga "tanquinho", as coxas, a bunda e outras partes do corpo.
Diversas vezes ouvi dizerem que algumas pessoas "precisam se sentir amadas para viverem", mas isso é o maior absurdo que alguém pode dizer. Pois estas mesmas pessoas são amadas pelos filhos, pelos pais, pelos amigos. Quando argumento desta forma, recebo sempre a mesma resposta: "Este Amor é diferente". Algumas vezes eu digo o que penso, mas ultimamente não falo mais, pois isso choca as pessoas. Elas não precisam de Amor, elas precisam de tesão, de sexo. Precisam se sentir desejadas, objeto de paixão.
Talvez eu realmente seja muito radical como costumam me dizer, quem sabe até um sonhador utópico, sei lá.
Não penso em mudar as pessoas, muito menos em fazer com que pensem da minha forma, até porque se isto acontecesse, o Mundo seria extremamente chato...rsrsrs

Muita paz, luz e harmonia sempre.
Beijos e abraços
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 1 de Abril de 2010

Divagando sobre a Páscoa

Pois é, mais um feriadão. Páscoa. Semana Santa.
Será que serei repetitivo??? rsrsrs
Mais uma vez se vê as lojas e mercados apinhados de chocolate. Propagandas nos dizendo para consumir tal marca de ovo, ou o chocolate de determinados personagens.
Fico olhando isso tudo e pensando naquelas crianças todas que vêem estas mesmas propagandas e sabem que dificilmente vão receber alguma coisa. Ou então nos familiares que sentem a pressão de não poderem dar nada para seus filhos, netos, sobrinhos.
Muitas vezes reclamamos da violência, mas não percebemos que estas pessoas também são violentadas e, talvez, a forma de violência a que são submetidas seja muito maior do que a violência física. Eles sofrem da violência psicológica, diariamente.
As crianças quando vão para a escola, isso para aquelas que conseguem, tendo que conviver diariamente com os colegas exibindo tênis novo, roupas caras, celulares e, estas, muitas vezes indo somente com um calção, camiseta e chinelo. Muitas delas queriam ter um tênis, poder usar um casaco nos dias de frio, comer um simples picolé quando está muito quente, mas a realidade delas não permite, mesmo que diariamente elas sejam afrontadas pelos comerciais e propagandas mandando que consumam. Dizendo que elas não são ninguém pois não compram tal e tal produto.
E os familiares, que muitas vezes procuram dar o que não podem??? Como eles se sentem??? Para muitos, a maioria destes é formada por vagabundos, que não querem melhorar. Vejo a batalha de alguns procurando ofertar o que não tiveram, se sentindo impotentes.
Pois é Via Crucis, ressurreição de Cristo. Momento de reflexões.
Pena que as reflexões e doações se restrinjam a poucas datas. Poderiam se tornar diários, sendo incutidos na forma de ser das pessoas em geral.
Que o espírito de Amor e fraternidade se faça presente diariamente em nossos corações.
Muita paz, luz e harmonia sempre
Beijos e abraços
Carlos Eduardo

Porto Alegre, 1 de Abril de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Guerra da vida

Estou lendo um livro bastante interessante que fala sobre a Segunda Guerra Mundial. Cada um dos capítulos deste livro é escrito por uma pessoa diferente. Todos eles de alguma forma participaram deste período negro da História mundial.
A medida que vou avançando pelas páginas, começo a traçar paralelos com o momento vivido na atualidade.
Se na época da Grande Guerra, as armas eram as responsáveis pela destruição de cidades e a dizimação de famílias, hoje mudamos um pouco o tipo de armamento usado. Atualmente a arma mais poderosa é o Poder. A ânsia de dominar, nos dias em que vivemos, é exercida praticamente sem a necessidade do uso de força bruta. Na verdade, em muitos lugares do planeta, isso se faz de forma obscura.
Podemos examinar do micro ao macrocosmo social para verificarmos que esta prática esta disseminada. Os meios de comunicação procuram vender tudo o que podem, usando para isso uma programação empobrecida, dando mais valor as tragédias cotidianas e, inclusive, criando novos padrões comportamentais. Basta sairmos à rua para vermos como os motoristas se comportam no trânsito. Enquanto o bom senso indica que deveríamos sempre proteger os mais frágeis, o que acontece é exatamente o contrário. Para um pedestre atravessar uma rua, ele precisa esperar os veículos e contar com a sorte, pois mesmo onde existem semáforos, estes deixam de ser respeitados pelos cidadãos sentados ao volante. Ônibus e caminhões, que normalmente são guiados por pessoas que se consideram profissionais, costumam ir fechando os veículos de menor parte, promovendo verdadeiras barbáries. Acontecendo o mesmo com os motoristas de automóveis, que acabam descontando em motociclistas e pedestres, e aqui não deixo de destacar que os pilotos de moto são na grande maioria irresponsáveis.
Saindo do trânsito, podemos usar a mesma metodologia em qualquer outra área social. Nas empresas os chefes e superiores descontam nos subordinados, que descontam no pessoal dos serviços gerais, que por sua vez, acabam fazendo o mesmo com os seus familiares. Isso acontece nas escolas também.
Fica quase impossível delimitar onde o processo de brutalização da sociedade teve início. Da mesma forma como é quase impossível destacar o que surgiu primeiro, se o Poder ou a violência.
Uma das coisas que facilmente dá para perceber é que não precisamos estar com armas em punho para estarmos em guerra. Na verdade, no exato momento em que deixamos o útero materno, somos declarados inimigos. E isso independe de classe social, de nacionalidade, de credo ou de sexo. Nos tornamos inimigos simplesmente pelo fato de sermos mais um a precisar sobreviver. Desta forma, ameaçamos a sobrevivência daqueles que querem sempre mais e mais.
Dentre os animais ditos irracionais, isso se chama instinto de sobrevivência, onde a lei do mais forte impera. Mas será que para nós, que nos consideramos seres pensantes, as coisas precisam ser desta forma?
Ainda acredito na raça humana, pois sempre que uma grande tragédia natural assola um país ou uma região, o socorro se apresenta vindo de todos os lugares, mas ainda procuro entender porque precisamos da dor e do sofrimento dos outros para demonstrar solidariedade, quando esta deveria ser uma característica cotidiana.
Poderia continuar escrevendo e, tenho certeza disso, jamais iria conseguir desenvolver tudo o que este assunto merece. Por isso paro por aqui, pedindo aqueles que tiverem acesso a estas linhas para que procurem pensar um pouco na responsabilidade que cabe a cada um de nós enquanto indivíduos.

Muita paz, luz e harmonia sempre.
Porto Alegre, 24 de Março de 2010
Carlos Eduardo