Mais um domingo que vai chegando ao fim.
Tenho visto muita gente falar sobre serem pessoas bem resolvidas. Fico intrigado com isso.
O que significa ser bem resolvido?
Tenho uma visão de Mundo que não deixa eu me considerar alguém bem resolvido.
Para me considerar bem resolvido, teria que admitir que sou imutável e, portanto, estaria fechado para novos conceitos.
Como me considero um Ser em evolução, que está sempre procurando aprender coisas novas, enfim, que não me sinto acabado, não tenho como ser bem resolvido.
Até entendo que quem diz que é bem resolvido fala sobre sua sexualidade, trabalho, família, sentimentos, mas, mesmo assim, ainda não vejo como podemos definir estas coisas como sendo bem resolvidas.
Sei que este conceito está ligado a psicologia e por isso fui pesquisar sobre ele, achei uma definição que me deixou mais intrigado ainda:
"O que é uma pessoa bem-resolvida?
É ser capaz de discernir entre o que é melhor e pior para si, escolhendo o melhor. Na dúvida, reconhecer que não sabe e buscar ajuda. Na certeza, agir. Quando sentir que não está feliz, não se conformar: refletir sobre sua vida e arriscar-se a promover mudanças, partindo para o novo, confiante na sua tentativa, mesmo sabendo que ruma para o desconhecido e com alguma dose de medo e risco. Resumindo, é uma pessoa que escolhe ser feliz."
Será que sempre que escolhemos aquilo que é melhor para nós, estamos realmente escolhendo o que é melhor? Ou estamos apenas escolhendo aquilo que aparentemente é melhor? Quantas vezes escolhemos um caminho acreditando que o mesmo nos leva a felicidade e acabamos errando?
Encontrei também em outro lugar algo que diz:" pessoas bem resolvidas não deixam acontecer.Sabem por quê?Porque elas tem objetivos de vida,sabem exatamente onde desejam chegar.E não vai ser uma pedra no caminho que as impedirão de chegar.Pessoas bem resolvidas resolvem seus problemas aqui e não os leva para o futuro,como se fosse um carma."
Se elas sabem bem o que querem e tem objetivos definidos, significa que são pessoas que são intransigentes. Se elas resolvem os problemas aqui, e não deixam para o futuro, já foge do conceito acima que diz que elas sabem refletir, e se fazem tudo na hora, acabam tomando decisões de cabeça quente, o que sempre se mostra como o pior caminho.
Sei que isso vai causar uma certa polêmica, pois o conceito sobre ser alguém bem resolvido é muito amplo e, exatamente por isso, continuo não me considerando alguém bem resolvido.
Tenham sempre muita luz, paz, harmonia e Amor.
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 23 de janeiro de 2011.
domingo, 23 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Divagando sobre o Amor, novamente
Mais um dia de sol escaldante em Porto Alegre.
Novamente estava dando uma organizada em algumas coisas aqui em casa. Arrumei minhas plantas e, depois, limpei o fogão e a cozinha. Curioso que sempre que resolvo arrumar e limpar algo, as idéias fervilham na mente, como se o pensamento aproveitasse para se limpar e organizar também.
Fiquei lembrando de um tópico de discussão que vi num site, principalmente por que o título me pareceu algo incompreensível: amar é um desequilíbrio emocional.
Agora que estou escrevendo ainda sinto um certo calafrio com este assunto.
Fico imaginando Seres como Buda, Jesus Cristo, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, entre outros. Eram todos desequilibrados?
Pois é, continuamos a confundir Amor com paixão e apego.
Se olharmos do ponto de vista energético, o Amor se expressa no quarto chakra (chakra cardíaco). Este chakra é o ponto de equilíbrio entre os três básicos e os três superiores (estou aqui usando a classificação dos 7 chakras principais, apesar de discordar, pois vejo que os chakras das mãos e dos pés também são de extrema importância).
No cardíaco é onde conectamos a razão e a emoção, fazendo com que ambas se misturem e se equilibrem.
Já no amor (paixão, apego, desejo/tesão), usamos o segundo e o terceiro chakras. Tanto que nos casos em que acontece o chamado "amor a primeira vista" sentimos o estômago embrulhar ou uma sensação diferente na região do plexo solar. O chakra umbilical (2º) é quem trabalha no campo da satisfação, já o chakra do Plexo Solar (3º) tem ligação com o fogo, com os impulsos e as conquistas.
Pelas características dos chakras, já podemos identificar a diferença entre Amor e amor, mas vou seguir mais um pouco.
Na visão filosófica, Amar é doação, é não esperar receber nada em troca. Já o amor necessita receber e, o que é pior, precisa receber cada vez mais. Como se fosse uma fogueira, quer mais e mais lenha para se abastecer e, quando não tem, acaba consumindo a pessoa por dentro.
Realmente se pensarmos no amor/paixão/desejo/obsessão (não alimentado pelo outro) veremos que gera não só um desequilíbrio emocional como também biológico. A pele fica áspera, ressecada, os cabelos quebradiços, a cor desaparece, os olhos perdem o brilho, o sistema imunológico cai, a depressão se manifesta, entre tantas outras transformações. Isso porque quem é apaixonado precisa da energia do outro para se nutrir, para se sentir vivo.
Já quem realmente Ama, cria uma energia tão sutil e extremamente poderosa, que envolve todo o seu Ser. Esta energia é expansiva, atingindo todo o ambiente por onde o Ser passa. A pessoa que nutre este sentimento está sempre gerando mais energia e, consequentemente, doando esta energia, sem precisar se conectar a outra fonte de energia, pois ela é a própria fonte de sua energia (na verdade ela aprende a canalizar a Energia Universal).
Lembro de um video onde uma mãe trocava o pneu do carro e o seu filho pequeno brincava quase embaixo do carro, o macaco escorregou e o carro desabou em cima da criança. Esta mãe utilizando da Energia do Amor ergueu o carro com as mãos, transformou o Amor em energia mecânica. Pessoas que se curam ou acordam de anos de coma simplesmente porque receberam o Amor daqueles que a cercam.
Da mesma forma penso naqueles pais que dizem que se tu te relacionares com fulano eles morrem ou, então, quem não quer se separar do seu par e cria doenças ou adoece aos filhos. Esta é energia do amor/paixão, ao invés de ser construtiva ela acaba destruindo. Esta forma de energia também se manifesta pelas coisas, por posses, pelo poder.
Sei que este é um assunto complexo e polêmico. Que para muitas pessoas o amor pode ser dividido em diferentes categorias, mas não consigo deixar de dar a minha opinião.
Tenham sempre muita laz, paz, Amor e harmonia.
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 16 de janeiro de 2011.
Novamente estava dando uma organizada em algumas coisas aqui em casa. Arrumei minhas plantas e, depois, limpei o fogão e a cozinha. Curioso que sempre que resolvo arrumar e limpar algo, as idéias fervilham na mente, como se o pensamento aproveitasse para se limpar e organizar também.
Fiquei lembrando de um tópico de discussão que vi num site, principalmente por que o título me pareceu algo incompreensível: amar é um desequilíbrio emocional.
Agora que estou escrevendo ainda sinto um certo calafrio com este assunto.
Fico imaginando Seres como Buda, Jesus Cristo, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, entre outros. Eram todos desequilibrados?
Pois é, continuamos a confundir Amor com paixão e apego.
Se olharmos do ponto de vista energético, o Amor se expressa no quarto chakra (chakra cardíaco). Este chakra é o ponto de equilíbrio entre os três básicos e os três superiores (estou aqui usando a classificação dos 7 chakras principais, apesar de discordar, pois vejo que os chakras das mãos e dos pés também são de extrema importância).
No cardíaco é onde conectamos a razão e a emoção, fazendo com que ambas se misturem e se equilibrem.
Já no amor (paixão, apego, desejo/tesão), usamos o segundo e o terceiro chakras. Tanto que nos casos em que acontece o chamado "amor a primeira vista" sentimos o estômago embrulhar ou uma sensação diferente na região do plexo solar. O chakra umbilical (2º) é quem trabalha no campo da satisfação, já o chakra do Plexo Solar (3º) tem ligação com o fogo, com os impulsos e as conquistas.
Pelas características dos chakras, já podemos identificar a diferença entre Amor e amor, mas vou seguir mais um pouco.
Na visão filosófica, Amar é doação, é não esperar receber nada em troca. Já o amor necessita receber e, o que é pior, precisa receber cada vez mais. Como se fosse uma fogueira, quer mais e mais lenha para se abastecer e, quando não tem, acaba consumindo a pessoa por dentro.
Realmente se pensarmos no amor/paixão/desejo/obsessão (não alimentado pelo outro) veremos que gera não só um desequilíbrio emocional como também biológico. A pele fica áspera, ressecada, os cabelos quebradiços, a cor desaparece, os olhos perdem o brilho, o sistema imunológico cai, a depressão se manifesta, entre tantas outras transformações. Isso porque quem é apaixonado precisa da energia do outro para se nutrir, para se sentir vivo.
Já quem realmente Ama, cria uma energia tão sutil e extremamente poderosa, que envolve todo o seu Ser. Esta energia é expansiva, atingindo todo o ambiente por onde o Ser passa. A pessoa que nutre este sentimento está sempre gerando mais energia e, consequentemente, doando esta energia, sem precisar se conectar a outra fonte de energia, pois ela é a própria fonte de sua energia (na verdade ela aprende a canalizar a Energia Universal).
Lembro de um video onde uma mãe trocava o pneu do carro e o seu filho pequeno brincava quase embaixo do carro, o macaco escorregou e o carro desabou em cima da criança. Esta mãe utilizando da Energia do Amor ergueu o carro com as mãos, transformou o Amor em energia mecânica. Pessoas que se curam ou acordam de anos de coma simplesmente porque receberam o Amor daqueles que a cercam.
Da mesma forma penso naqueles pais que dizem que se tu te relacionares com fulano eles morrem ou, então, quem não quer se separar do seu par e cria doenças ou adoece aos filhos. Esta é energia do amor/paixão, ao invés de ser construtiva ela acaba destruindo. Esta forma de energia também se manifesta pelas coisas, por posses, pelo poder.
Sei que este é um assunto complexo e polêmico. Que para muitas pessoas o amor pode ser dividido em diferentes categorias, mas não consigo deixar de dar a minha opinião.
Tenham sempre muita laz, paz, Amor e harmonia.
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 16 de janeiro de 2011.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Divagando pelo futuro
Mais um domingo está chegando ao fim. A cidade que estava praticamente deserta, recebe aqueles que foram passar o final de semana fora.
Novamente está bem quente aqui em Porto Alegre. Mesmo depois de uma chuvinha gostosa, a temperatura permanece elevada.
Aproveitei um pedaço da tarde para ver um filme, uma animação chamada Delgo. Este trata das diferenças, da tentativa de dominar aqueles que acreditamos serem menos "evoluídos".
Acho que a mensagem contida nele me fez refletir sobre nossas crenças e atitudes.
Conheço pessoas ligadas as mais diversas religiões, desde as mais radicais até as mais abertas e flexíveis.
Quando me perguntam qual a minha religião, fico sem conseguir dar uma resposta mais objetiva. Alguns dizem que sou espiritualista, outros que sou universalista, ainda tem quem diga que sou reencarnacionista, mas, sou apenas alguém que respeita todas as religiões e que procuro usar aquilo que melhor se enquadra a minha forma de Ser.
Recebo muitas mensagens e e-mails com textos psicografados ou, como modernamente usam, canalizados. Procuro ler todos, mesmo quando vejo que aquilo que está escrito é oposto ao que é dito em outras canalizações da mesma fonte. São tantos mestres, seres estelares e espíritos se manifestando que fica quase impossível de creditar o que é de quem.
Para algumas pessoas que conheço, a religião só se faz dentro de um templo específico, construído pelo Homem para este propósito. Esquecem-se que o Templo maior, nos foi dado a milhões de anos. No exato momento em que o Universo foi criado e, outro Templo foi se constituindo a medida que o nosso Planeta começou a ser gerado.
Recebemos a natureza como uma dádiva, apesar de algumas religiões acreditarem que ela nos foi dada apenas para que a contemplemos. A energia do Sol, da Lua, das plantas e dos animais, assim como as lições que podemos tirar ao nos religarmos (religião) a estes elementos são considerados heréticos, macumba ou qualquer outra nomenclatura pejorativa, por muitas das ditas religiões oficiais.
Como desde alguns milhares de anos, as gerações que vinham surgindo eram cada vez mais "doutrinadas" com ideais de Poder, domínio, competitividade e, consequentemente, com o desligamento do Todo, vimos muitas civilizações serem dizimadas e suas culturas absorvidas.
O respeito ao próximo e a natureza foi substituído pela sede de Poder. As guerras, a miséria, a fome e o sofrimento foram sendo incorporados como algo necessário para que poucos possam alcançar seus objetivos, o domínio sobre aqueles considerados mais fracos.
Hoje desenvolvemos tecnologias que serviriam para melhorar a vida dos Seres Humanos em geral, mas preferimos utilizá-la como fonte de escravizamento das multidões.
Transportamos gás e petróleo por dutos de um país a outro, de uma cidade a outra, do mar para a terra, mas não usamos este mesmo conhecimento para levar água de lugares que anualmente sofrem com enchentes para aqueles que tem problemas de seca. Por que isso? Porque se distribuirmos a água para quem precisa, eles se desenvolvem, crescem e, assim, deixam de ser tão frágeis, manipuláveis.
Usei o exemplo da água, mas podemos ver isso na educação, na saúde e, em todos os ramos necessários ao desenvolvimento pleno das comunidades.
Algumas pessoas me dizem que estamos nos degradando, que perderam a fé de que a situação um dia possa melhorar. Eu continuo acreditando num futuro melhor. Sei que para que possamos realmente criar um Mundo mais igualitário, se faz mais do que necessário que este Mundo em que vivemos hoje passe por esta destruição de tudo aquilo que não serve mais. Para que uma nova base seja erguida, é preciso que o sistema antigo seja derrubado e, que se faça um processo de separação e reciclagem, pois nem tudo o que existe é de todo ruim.
Se queremos um Mundo melhor, comecemos nos tornando melhor para o Mundo. Exercitando a nossa conexão com todo este complexo sistema chamado Universo.
Tenham sempre muita luz, paz, harmonia e Amor.
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 9 de janeiro de 2011
Novamente está bem quente aqui em Porto Alegre. Mesmo depois de uma chuvinha gostosa, a temperatura permanece elevada.
Aproveitei um pedaço da tarde para ver um filme, uma animação chamada Delgo. Este trata das diferenças, da tentativa de dominar aqueles que acreditamos serem menos "evoluídos".
Acho que a mensagem contida nele me fez refletir sobre nossas crenças e atitudes.
Conheço pessoas ligadas as mais diversas religiões, desde as mais radicais até as mais abertas e flexíveis.
Quando me perguntam qual a minha religião, fico sem conseguir dar uma resposta mais objetiva. Alguns dizem que sou espiritualista, outros que sou universalista, ainda tem quem diga que sou reencarnacionista, mas, sou apenas alguém que respeita todas as religiões e que procuro usar aquilo que melhor se enquadra a minha forma de Ser.
Recebo muitas mensagens e e-mails com textos psicografados ou, como modernamente usam, canalizados. Procuro ler todos, mesmo quando vejo que aquilo que está escrito é oposto ao que é dito em outras canalizações da mesma fonte. São tantos mestres, seres estelares e espíritos se manifestando que fica quase impossível de creditar o que é de quem.
Para algumas pessoas que conheço, a religião só se faz dentro de um templo específico, construído pelo Homem para este propósito. Esquecem-se que o Templo maior, nos foi dado a milhões de anos. No exato momento em que o Universo foi criado e, outro Templo foi se constituindo a medida que o nosso Planeta começou a ser gerado.
Recebemos a natureza como uma dádiva, apesar de algumas religiões acreditarem que ela nos foi dada apenas para que a contemplemos. A energia do Sol, da Lua, das plantas e dos animais, assim como as lições que podemos tirar ao nos religarmos (religião) a estes elementos são considerados heréticos, macumba ou qualquer outra nomenclatura pejorativa, por muitas das ditas religiões oficiais.
Como desde alguns milhares de anos, as gerações que vinham surgindo eram cada vez mais "doutrinadas" com ideais de Poder, domínio, competitividade e, consequentemente, com o desligamento do Todo, vimos muitas civilizações serem dizimadas e suas culturas absorvidas.
O respeito ao próximo e a natureza foi substituído pela sede de Poder. As guerras, a miséria, a fome e o sofrimento foram sendo incorporados como algo necessário para que poucos possam alcançar seus objetivos, o domínio sobre aqueles considerados mais fracos.
Hoje desenvolvemos tecnologias que serviriam para melhorar a vida dos Seres Humanos em geral, mas preferimos utilizá-la como fonte de escravizamento das multidões.
Transportamos gás e petróleo por dutos de um país a outro, de uma cidade a outra, do mar para a terra, mas não usamos este mesmo conhecimento para levar água de lugares que anualmente sofrem com enchentes para aqueles que tem problemas de seca. Por que isso? Porque se distribuirmos a água para quem precisa, eles se desenvolvem, crescem e, assim, deixam de ser tão frágeis, manipuláveis.
Usei o exemplo da água, mas podemos ver isso na educação, na saúde e, em todos os ramos necessários ao desenvolvimento pleno das comunidades.
Algumas pessoas me dizem que estamos nos degradando, que perderam a fé de que a situação um dia possa melhorar. Eu continuo acreditando num futuro melhor. Sei que para que possamos realmente criar um Mundo mais igualitário, se faz mais do que necessário que este Mundo em que vivemos hoje passe por esta destruição de tudo aquilo que não serve mais. Para que uma nova base seja erguida, é preciso que o sistema antigo seja derrubado e, que se faça um processo de separação e reciclagem, pois nem tudo o que existe é de todo ruim.
Se queremos um Mundo melhor, comecemos nos tornando melhor para o Mundo. Exercitando a nossa conexão com todo este complexo sistema chamado Universo.
Tenham sempre muita luz, paz, harmonia e Amor.
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 9 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Divagando pelo ano novo, pela década nova
Feliz Ano Novo, Feliz Década Nova, Feliz sempre!!!!!
Depois uma pausa para as festas de fim de ano, hoje resolvi dar uma geral nos meus e-mails.
É bem interessante ver como as pessoas são. Algumas esquecem que tu existes durante quase todo o ano, mas chega em datas como o Natal, Ano Novo ou Páscoa, e mandam mensagens falando de Amor, de felicidades, desejando coisas boas.
Tudo bem, entendo que para muita gente o fato de desejarmos Feliz Ano Novo significa que queremos que a pessoa seja feliz os 365 dias do ano. Só que a medida que os dias vão passando, este desejo aos poucos vai diminuindo, perdendo a força.
Muitos dos e-mails falam dos valores da vida, da importância dos amigos e/ou do cultivar bons hábitos. Mas, parece que estas mensagens servem somente para serem repassadas e, não, para serem absorvidas.
Fico aqui pensando em muitas destas "lições de vida". Tentando colocar aquelas que posso em prática.
Uma delas é a de cuidar do meu jardim, para que as borboletas venham me visitar.
Quanto tempo gasto diariamente com problemas, "pré-ocupações", correndo atrás de bens materiais? E quanto tempo dedico para dar carinho aquelas pessoas que eu gosto, ou até mesmo para um completo estranho?
É bom receber as mensagens prontas, pois é uma demonstração que pelo menos lembram da gente. Mas é muito melhor quando somos agraciados com algo mais direto, mesmo que sejam poucas palavras.
Como gosto de cozinhar, algumas vezes comparo a vida com o preparo de determinados pratos. Imaginem uma bela macarronada. Tu escolhes os tomates, a cebola, o alho, as ervas e especiarias. Lava eles, corta. Coloca a panela com água para ferver. Outra panela com o azeite para refogar os ingredientes do molho. Tudo feito com calma, com carinho. No fim de todo o processo, temos um prato que é consumido bem mais rápido que o tempo que levou para ser feito. Mas compensa a espera. Só que para alguns, o mais prático (que nem sempre é o melhor), é um macarrão miojo. Coloca a água para ferver, deixa cozinhar por três minutos, despeja o pacotinho do tempero e pronto. Matamos a fome.
Esta é a forma como tratamos as pessoas atualmente, como se fossem Miojo. Usamos nosso tempo com coisas de menor importância, mas para aqueles que nos cercam, o tempo que dispomos é quase zero. Ligamos para uma tele-entrega (apresentações em power point, textos de gente "famosa", piadas, entre outros). E, com isso, ficamos sem entender porque a cada dia que passa nos sentimos mais vazios, mais doentes e famintos dos nutrientes da vida.
Para não fugir da fórmula mais utilizada, encerro esta divagação com um pensamento de um grande escritor:
´O objetivo do consumidor não é possuir coisas, mas consumir cada vez mais e mais a fim de com isso compensar o seu vácuo interior, a sua passividade, a sua solidão, o seu tédio e a sua ansiedade.´
Érico Veríssimo
Tenham sempre muita luz, paz, harmonia e Amor.
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 06 de janeiro de 2011.
Depois uma pausa para as festas de fim de ano, hoje resolvi dar uma geral nos meus e-mails.
É bem interessante ver como as pessoas são. Algumas esquecem que tu existes durante quase todo o ano, mas chega em datas como o Natal, Ano Novo ou Páscoa, e mandam mensagens falando de Amor, de felicidades, desejando coisas boas.
Tudo bem, entendo que para muita gente o fato de desejarmos Feliz Ano Novo significa que queremos que a pessoa seja feliz os 365 dias do ano. Só que a medida que os dias vão passando, este desejo aos poucos vai diminuindo, perdendo a força.
Muitos dos e-mails falam dos valores da vida, da importância dos amigos e/ou do cultivar bons hábitos. Mas, parece que estas mensagens servem somente para serem repassadas e, não, para serem absorvidas.
Fico aqui pensando em muitas destas "lições de vida". Tentando colocar aquelas que posso em prática.
Uma delas é a de cuidar do meu jardim, para que as borboletas venham me visitar.
Quanto tempo gasto diariamente com problemas, "pré-ocupações", correndo atrás de bens materiais? E quanto tempo dedico para dar carinho aquelas pessoas que eu gosto, ou até mesmo para um completo estranho?
É bom receber as mensagens prontas, pois é uma demonstração que pelo menos lembram da gente. Mas é muito melhor quando somos agraciados com algo mais direto, mesmo que sejam poucas palavras.
Como gosto de cozinhar, algumas vezes comparo a vida com o preparo de determinados pratos. Imaginem uma bela macarronada. Tu escolhes os tomates, a cebola, o alho, as ervas e especiarias. Lava eles, corta. Coloca a panela com água para ferver. Outra panela com o azeite para refogar os ingredientes do molho. Tudo feito com calma, com carinho. No fim de todo o processo, temos um prato que é consumido bem mais rápido que o tempo que levou para ser feito. Mas compensa a espera. Só que para alguns, o mais prático (que nem sempre é o melhor), é um macarrão miojo. Coloca a água para ferver, deixa cozinhar por três minutos, despeja o pacotinho do tempero e pronto. Matamos a fome.
Esta é a forma como tratamos as pessoas atualmente, como se fossem Miojo. Usamos nosso tempo com coisas de menor importância, mas para aqueles que nos cercam, o tempo que dispomos é quase zero. Ligamos para uma tele-entrega (apresentações em power point, textos de gente "famosa", piadas, entre outros). E, com isso, ficamos sem entender porque a cada dia que passa nos sentimos mais vazios, mais doentes e famintos dos nutrientes da vida.
Para não fugir da fórmula mais utilizada, encerro esta divagação com um pensamento de um grande escritor:
´O objetivo do consumidor não é possuir coisas, mas consumir cada vez mais e mais a fim de com isso compensar o seu vácuo interior, a sua passividade, a sua solidão, o seu tédio e a sua ansiedade.´
Érico Veríssimo
Tenham sempre muita luz, paz, harmonia e Amor.
Carlos Eduardo
Porto Alegre, 06 de janeiro de 2011.
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